Landing page não conserta oferta ruim
NovoAntes de qualquer coisa, vale entender o que uma LP faz e o que ela não faz. Ela apresenta uma oferta e remove atrito entre o interesse e a ação. Ela não cria demanda, não conserta preço fora de mercado e não faz alguém querer o que não quer.
Se o cliente cobra o dobro do mercado sem justificativa, se o serviço dele é idêntico ao de mais dez na cidade, ou se ele não sabe explicar para quem serve, nenhuma página resolve. E é comum: quando o cliente diz "preciso de um site porque não está vendendo", muitas vezes o site é o último dos problemas.
Isso não significa recusar o trabalho. Significa dizer com clareza o que a página pode fazer, para não ser cobrado por um resultado que nunca dependeu dela.
As perguntas que extraem o que importa
NovoCliente raramente sabe responder "como você quer o site". Sabe muito bem responder sobre o próprio trabalho. A descoberta boa pergunta sobre o trabalho, não sobre o site.
Sobre a oferta
- Me descreve o serviço como se eu fosse um cliente seu, não um desenvolvedor.
- Quanto custa, mais ou menos? O que faz variar o preço?
- O que está incluso que as pessoas não imaginam que está?
- Tem algo que você faz e os concorrentes não fazem?
Sobre o cliente dele
- Me conta do último cliente que fechou. Como ele chegou até você?
- O que ele perguntou antes de fechar?
- Teve alguém que quase fechou e desistiu? Por quê?
- Que tipo de cliente você prefere não pegar?
Sobre o mundo do ofício
- Que objeto físico representa o seu trabalho?
- O que o cliente comenta depois que termina?
- Qual parte do serviço as pessoas não sabem que existe?
E uma regra de escuta: anote as palavras exatas que o cliente usa. Se ele diz "montagem" e não "instalação", "sessão" e não "consulta", essas são as palavras que o público dele também usa. Traduzir para o seu vocabulário afasta.
Tráfego frio, morno e quente
RevisãoA mesma oferta pede páginas diferentes conforme o estado de quem chega. Errar aqui estraga tudo o que vem depois, porque muda a ordem das seções, o tamanho da página e o tom.
| Temperatura | Como chega | O que a página precisa fazer |
|---|---|---|
| Quente | Indicação direta, já conversou com o cliente | Confirmar que é sério e dar o caminho para agir. Página curta |
| Morno | Instagram, busca local, já está procurando resolver o problema | Provar competência, derrubar objeções, facilitar o contato |
| Frio | Anúncio, ainda não decidiu que precisa | Educar antes de vender. Página mais longa, começando pelo problema |
A diferença prática mais visível está na abertura. Para tráfego morno ou quente, a página abre com prova visual e diz de cara o que é. Para tráfego frio, abrir vendendo afasta — é preciso primeiro nomear o problema que a pessoa tem e ainda não associou a uma solução.
Quando o cliente não sabe responder
NovoAcontece muito, e não é má vontade: a pessoa é boa no ofício dela e nunca precisou articular isso em palavras. Três saídas que funcionam.
Troque a pergunta abstrata por uma história. "Quem é seu público?" costuma render "todo mundo que precisa". "Me conta dos três últimos clientes" rende um retrato real.
Ofereça opções em vez de campo aberto. "O que é mais importante: parecer acessível ou parecer premium?" É muito mais fácil escolher do que descrever.
Mostre e deixe reagir. Três páginas de outros negócios, com a pergunta "qual dessas você não gostaria de parecer?". A reação negativa é mais precisa e mais rápida que a positiva.
Objeções
O conceito que organiza a página inteira. Uma LP não é uma apresentação do negócio — é uma sequência de respostas às razões pelas quais a pessoa não fecharia.
A página é uma conversa de objeções
RevisãoQuem chega numa landing page já tem algum interesse — senão não teria clicado. O que impede a ação não é falta de informação genérica sobre a empresa: são dúvidas específicas.
Daí a regra que organiza tudo: cada seção existe para derrubar uma objeção. Seção que não responde a nenhuma pergunta real do visitante é decoração, e decoração empurra a conversão para baixo na tela.
Isso muda o jeito de planejar. Em vez de perguntar "que seções essa página tem?", pergunte "o que impede essa pessoa de chamar no WhatsApp agora?" — e cada resposta vira uma seção.
Como levantar as objeções reais
NovoObjeção imaginada leva a página para o lado errado. As reais vêm de três fontes, em ordem de qualidade.
1. A memória do cliente. "O que as pessoas perguntam antes de fechar?" e "quem desistiu, desistiu por quê?". É a fonte mais direta e quase sempre suficiente.
2. As conversas que já existem. Peça para ele abrir o WhatsApp e ler as últimas cinco negociações. As mesmas dúvidas aparecem repetidas, com as palavras exatas do público.
3. Comentários e avaliações do setor. Avaliações de concorrentes no Google mostram o que dá errado no mercado — e o que dá errado é exatamente o que o próximo cliente teme.
As cinco famílias que aparecem em quase todo serviço
| Família | Como soa na cabeça da pessoa | O que derruba |
|---|---|---|
| Adequação | "Isso serve para o meu caso?" | Exemplos do tipo exato de caso dela |
| Competência | "Essa pessoa sabe o que faz?" | Processo explicado, especificidade, trabalho anterior |
| Preço | "Vou tomar susto no orçamento?" | Faixa, o que faz variar, o que está incluso |
| Risco | "E se der errado ou sumirem no meio?" | Garantia, contrato, acompanhamento, prazo escrito |
| Esforço | "Vai dar trabalho pra mim?" | Mostrar o que é feito por você e o que sobra pra ela |
Mapear objeção para seção
NovoCom as objeções na mão, a estrutura da página praticamente se escreve sozinha. O documento fica assim:
CLIENTE: arquiteta, reforma de apartamento, R$ 8–25k
OBJEÇÃO 1 "Será que ela atende apartamento pequeno como o meu?"
→ seção Projetos, com metragem visível em cada um
OBJEÇÃO 2 "Reforma sempre atrasa e estoura o orçamento."
→ seção Cronograma, semana a semana, com o que acontece
em cada uma
OBJEÇÃO 3 "Quanto custa? Não faço ideia se cabe no meu bolso."
→ seção Como funciona o investimento: faixa e o que
faz variar
OBJEÇÃO 4 "Vou ter que acompanhar obra? Não tenho tempo."
→ seção O que é meu e o que é seu — divisão de tarefas
NÃO ENTRA: "Sobre mim", "Nossos valores", "Missão e visão"
— nenhuma responde a nada.Repare que a seção de cronograma nasceu da objeção, não de uma referência visual. É assim que a página ganha identidade: a estrutura vem do problema do cliente, não do layout que estava na moda.
Arquitetura de seções
A ordem em que os blocos aparecem, o que cada um resolve, e quantos a página deve ter.
A sequência lógica
NovoIndependente do setor, a página segue o caminho de uma conversa de venda. Cada etapa só faz sentido se a anterior foi resolvida.
1. O QUE É → em três segundos, sem rolar
2. PARA QUEM → a pessoa precisa se reconhecer
3. POR QUE ACREDITAR→ prova, processo, especificidade
4. O QUE TE IMPEDE → as objeções, uma por seção
5. O QUE FAZER → a ação, sem atritoEm tráfego frio, entra uma etapa antes de tudo: o problema. A pessoa precisa reconhecer a dor antes de ouvir a solução, senão a oferta chega sem endereço.
O catálogo de seções
NovoAs seções que aparecem com frequência em serviço local, e a objeção que cada uma existe para derrubar.
| Seção | Responde | Entra quando |
|---|---|---|
| Hero | O que é isso e serve pra mim? | Sempre |
| Prova visual (fotos do trabalho) | Como fica o resultado? | Quando o serviço tem resultado visível |
| Para quem é | Meu caso se encaixa? | Quando o serviço tem recorte claro |
| Processo | Como funciona? Vou ficar perdido? | Serviço longo ou pouco conhecido |
| Números | Vocês têm rodagem? | Só com números reais e confirmados |
| Depoimentos | Como foi na prática, na voz de quem contratou? | Só com depoimento real e autorizado |
| Investimento | Quanto custa? | Quase sempre — pelo menos a faixa |
| FAQ | As dúvidas que sobraram | Quando há 4+ objeções pequenas |
| Quem faz | Com quem eu vou falar? | Serviço pessoal, de confiança |
| Conversão | O que eu faço agora? | Sempre |
"Para quem não é": a seção que filtra
NovoHTMLA seção "Para quem é" do catálogo ganha força quando vem com o avesso: dizer, com todas as letras, para quem o serviço não serve. Parece perder cliente; na prática, tira da conversa quem ia pechinchar, atrasar ou se frustrar, e faz quem fica se sentir escolhido.
| Serve quando | Não serve quando |
|---|---|
| O serviço tem recorte claro de preço, prazo ou tipo de caso | O negócio aceita qualquer cliente que aparecer |
| Muita conversa hoje termina em "achei caro" ou "não era isso" | Ainda não há conversa suficiente para saber quem não serve |
| Cada item é uma condição objetiva que a pessoa confere sozinha | O texto vira lista de defeitos de cliente — tom de desprezo afasta todo mundo |
<section class="secao" aria-labelledby="pra-quem">
<div class="container">
<h2 id="pra-quem">É para você?</h2>
<div class="grade">
<div>
<h3>Faz sentido se</h3>
<ul>
<li>você precisa de uma página no ar em até 3 semanas</li>
<li>consegue mandar textos e fotos na primeira semana</li>
<li>quer o domínio e o site no seu nome</li>
</ul>
</div>
<div>
<h3>Não é o melhor caminho se</h3>
<ul>
<li>você precisa de loja com estoque e pagamento</li>
<li>o site depende de um sistema que ainda não existe</li>
</ul>
</div>
</div>
</div>
</section>- escreva a condição, não o cliente: "precisa de loja com estoque" filtra sem ofender; "cliente que só quer preço" ofende e não filtra
- dê uma saída a quem não serve — "para loja, eu indico uma plataforma pronta" transforma o não em confiança, e às vezes em indicação
- entra antes do investimento: quem chega ao preço já sabe que o caso dele se encaixa
.secao, .container e .grade são as do projeto-base. Os sinais de quem vai dar problema, que alimentam a coluna da direita, estão em Sinais de cliente que vai dar problema.Quantas seções, e o que corta
NovoNão existe número certo — existe número justificado. Se são cinco objeções reais, são cinco blocos mais hero e conversão. Se são duas, a página é curta e está certa assim.
O erro comum não é página curta demais: é página inflada com seção que ninguém pediu, empurrando a conversão para longe. Cada bloco a mais é uma chance a mais de a pessoa sair.
Sinais de que sobrou seção
- Você não consegue escrever, em uma frase, a pergunta que ela responde.
- O conteúdo dela é adjetivo: "qualidade", "compromisso", "excelência".
- Ela existe porque "toda landing page tem".
- Ela repete o que a seção anterior já disse com outras palavras.
A ordem muda com o tráfego
NovoA mesma lista de seções, reordenada, vira uma página diferente.
Hero (prova visual já na abertura)
Projetos
Processo
Investimento
ConversãoHero (nomeia o PROBLEMA, não o serviço)
O que costuma dar errado quando se faz sozinho
Como funciona o jeito certo
Projetos
Investimento
Objeções / FAQ
ConversãoA página fria é mais longa porque precisa construir a necessidade antes de apresentar a oferta. Usar a página morna em tráfego pago costuma resultar em muito clique e nenhuma conversa — e o diagnóstico errado de que "o anúncio não funciona".
A hero
A seção que decide se a pessoa rola ou fecha. É onde mais se erra, e o erro quase nunca é de design.
O que a hero precisa resolver
NovoEm poucos segundos, sem a pessoa rolar nada, ela precisa responder três coisas: o que é, para quem é e o que fazer agora. Se qualquer uma faltar, o resto da página não é lido.
Os cinco elementos que dão conta disso:
- Rótulo — categoria e lugar, em uma linha. "Bar de drinks · Mato Grosso do Sul". Resolve "o que é" e "atende aqui" antes mesmo do título.
- Título — a promessa central, em linguagem de cliente. Não o nome da empresa.
- Subtítulo — o que está incluso e para quem, em uma ou duas linhas concretas.
- Ação principal — o botão, com texto que diz o que acontece.
- Reforço de escopo — uma linha discreta listando os casos atendidos: "Casamentos · Aniversários · Corporativo".
Os erros mais caros
Novo| Erro | Por que custa caro |
|---|---|
| Título com o nome da empresa | "Art Bar" não diz nada para quem não conhece. O nome vai no menu, não no H1 |
| Título genérico de categoria | "Transformamos ambientes" poderia ser de qualquer um. Não posiciona nem diferencia |
| Hero ocupando 100vh | Empurra todo o resto para fora da primeira tela, e no celular a barra do navegador ainda come um pedaço |
| Foto bonita sem informação | Imagem sozinha não responde "para quem". Bonito não é o mesmo que claro |
| Dois CTAs com o mesmo peso | Duas ações competindo derrubam as duas. Um primário, um discreto |
| Texto sobre foto sem gradiente | Legível no seu monitor, ilegível no celular no sol |
A hero muda com a temperatura
NovoRÓTULO Arquitetura de interiores · Campo Grande
TÍTULO Sua reforma com prazo fechado e obra acompanhada
toda semana
SUBTÍTULO Projeto e execução de reforma de apartamento,
do desenho à última medida conferida.
CTA Pedir orçamento no WhatsApp
REFORÇO Sala · Cozinha · Quarto · Apartamento inteiroRÓTULO Reforma de apartamento
TÍTULO Reforma que atrasa três meses não é azar.
É falta de cronograma.
SUBTÍTULO A maior parte dos estouros de prazo e orçamento
começa antes da primeira parede cair.
CTA Ver como funciona o cronograma fechado
REFORÇO —A segunda não vende o serviço na abertura: ela nomeia o problema e promete explicação. A venda vem depois, quando a pessoa já concordou que o problema existe.
Prova quando ela não existe
O caso mais comum no trabalho com cliente pequeno: negócio novo, sem depoimento, sem portfólio — e às vezes proibido por lei de ter. O que fazer no lugar.
O problema, e o que não fazer
RevisãoQuase todo material sobre conversão assume que existe prova social: depoimentos, logos de clientes, número de atendimentos, avaliação média. Na prática, o cliente pequeno costuma não ter nada disso — e a página precisa funcionar assim mesmo.
[PREENCHER] e entra na lista de pendências.A boa notícia é que prova social é só um dos jeitos de reduzir risco percebido. Existem outros, e vários deles são mais fortes.
Os cinco substitutos
Novo1. Especificidade
O sinal mais barato e mais eficaz de competência. Quem domina o ofício fala em detalhe; quem não domina fala em adjetivo. "Atendemos com qualidade" não prova nada. "Entregamos a planta com as medidas conferidas no local, não as da planta do prédio — que quase nunca batem" prova muito, e não precisa de nenhum cliente anterior.
2. Processo transparente
Mostrar como o trabalho acontece, etapa por etapa, reduz medo sem precisar de terceiros. Quem explica o processo demonstra que já pensou nele. Uma linha do tempo com o que acontece em cada semana vale mais que três depoimentos genéricos.
3. Transparência de preço
Dizer a faixa e o que faz variar sinaliza confiança. Quem esconde preço até o último momento é justamente quem a pessoa teme.
4. Redução de risco
O que acontece se der errado: contrato, prazo escrito, política de revisão, primeira conversa sem compromisso, pagamento por etapa. Cada item desses tira peso da decisão.
5. Demonstração
Mostrar o trabalho em vez de falar dele. Fotos do processo, um vídeo curto, um exemplo resolvido, o material que o cliente recebe. Se não há cliente anterior, há trabalho próprio: um projeto de estudo, a própria casa, um caso hipotético bem executado — desde que identificado como tal.
Quando a prova é proibida: regulamentação por setor
NovoAlgumas profissões têm regras próprias de publicidade, definidas pelo conselho da categoria. Elas pesam mais que qualquer boa prática de conversão — e desconhecê-las expõe o cliente.
| Setor | Restrições típicas |
|---|---|
| Psicologia e psicanálise | Depoimento de paciente e promessa de resultado são vedados; sensacionalismo e comparação também |
| Medicina e odontologia | Foto de antes e depois, promessa de resultado e divulgação de preço têm restrição forte |
| Advocacia | Publicidade de captação é restrita; o tom aceito é informativo, não promocional |
| Nutrição, fisioterapia e afins | Regras próprias, geralmente sobre resultado e antes/depois |
O lado bom: página com restrição é onde os cinco substitutos brilham. Sem poder prometer resultado nem exibir depoimento, sobra o que é mais sólido de qualquer forma — clareza, processo e especificidade.
A conversão
O ponto onde interesse vira conversa. Onde toda decisão anterior é cobrada — e onde a maior parte da perda acontece.
Escolher o canal
Novo| Canal | Fricção | Melhor para | Custo escondido |
|---|---|---|---|
| Muito baixa | Serviço local, decisão conversada, ticket médio | Exige alguém respondendo rápido | |
| Formulário | Média a alta | Quando é preciso qualificar antes de falar | Cai em e-mail que ninguém abre |
| Agendamento | Média | Consulta, sessão, visita com hora marcada | Depende de agenda sempre atualizada |
| Telefone | Alta | Público mais velho, urgência | Muita gente não liga mais para desconhecido |
Para serviço local no Brasil, WhatsApp ganha na maioria dos casos: a pessoa já está no aplicativo, já sabe usar, e a conversa começa sem formulário. Mas ele só funciona se alguém responder — e isso é decisão do cliente, não sua.
Cada campo cobra um preço
NovoTodo campo a mais derruba a taxa de preenchimento. A pergunta para cada um é: esse dado muda a sua resposta? Se não muda, ele sai — você pergunta na conversa.
O critério prático: peça só o que qualifica ou o que permite responder melhor. Nome e uma forma de contato quase sempre bastam. Data e quantidade entram quando mudam o orçamento. "Como nos conheceu" é curiosidade sua, não necessidade dela — pergunte depois.
Quatro campos, no máximo, e todos com motivo:
Nome → para a mensagem chegar personalizada
Tipo de evento→ muda completamente o orçamento
Data → define disponibilidade
Convidados → define escala e preço
O botão não envia formulário: monta a mensagem e abre
o WhatsApp já preenchido. A pessoa só aperta enviar.Esse padrão junta o melhor dos dois: você recebe o lead já qualificado, e ela não preencheu formulário nenhum — só respondeu quatro perguntas e caiu numa conversa.
A mensagem pré-preenchida
NovoDetalhe pequeno com efeito grande: a mensagem que já vem escrita reduz o travamento de "e agora, o que eu escrevo?".
FRACO
"Olá, gostaria de mais informações."
→ o cliente recebe e não sabe de quê, nem de onde veio
FORTE
"Olá! Vim pelo site do Art Bar.
Nome: Ana
Evento: Casamento
Data: 12 de dezembro de 2026
Convidados: 120
Podem me passar um orçamento?"
→ o cliente já responde com preço, e sabe a origemVale também marcar a origem quando existe mais de um ponto de entrada — hero, meio da página, botão flutuante. Um parâmetro discreto na mensagem revela qual parte da página converte, sem depender de analytics.
O que acontece depois do clique
NovoA página entrega a conversa. O que acontece em seguida não é código, mas decide se o projeto foi considerado um sucesso — e a conta costuma vir para você.
O cenário clássico: a LP funciona, os contatos chegam, o cliente demora dois dias para responder, os leads esfriam, e o veredito vira "o site não trouxe nada".
O que combinar antes de entregar
- Quem responde, e em quanto tempo. Contato de serviço esfria rápido — a diferença entre responder em minutos e em um dia é enorme.
- Qual é a primeira mensagem. Vale escrever junto com o cliente uma resposta padrão, para ele não travar nem improvisar.
- O que fazer fora do horário. Mensagem automática dizendo quando responde já evita metade da frustração.
- Onde anotar. Nem que seja uma planilha. Sem registro, ninguém sabe quantos contatos viraram cliente — e sem isso não dá para saber se a página funcionou.
Medir e melhorar
Como saber se a página funcionou — e o que fazer quando o volume é pequeno demais para estatística.
O que medir de verdade
NovoVisita não é resultado. Uma página com mil visitas e nenhum contato é pior que uma com cinquenta e cinco conversas. A cadeia que importa tem quatro elos:
visitas → cliques no CTA → conversas iniciadas → clientes fechados
Cada elo tem um dono diferente:
visitas → CTA ... a página (você)
CTA → conversa ... a página e o canal (você)
conversa → cliente ... o atendimento (o cliente)Separar isso protege os dois lados. Se muita gente clica e pouca conversa começa, o problema é a transição — mensagem confusa, número errado, WhatsApp Business mal configurado. Se muita conversa começa e nada fecha, o problema é preço, atendimento ou qualificação — não a página.
Construa sua própria linha de base
NovoÉ tentador procurar "qual é a taxa de conversão boa para o meu setor". O número que você vai achar na internet quase nunca serve: varia enormemente com temperatura do tráfego, ticket, região e o que está sendo contado como conversão. Comparar-se a ele leva a conclusão errada nos dois sentidos.
O que funciona é medir o seu ponto de partida e comparar consigo mesmo. Nos primeiros trinta dias, registre a cadeia inteira. Esse número vira a referência do projeto — e qualquer mudança depois é avaliada contra ele, não contra uma média de artigo.
Teste com três pessoas vale mais que teste A/B
NovoTeste A/B precisa de volume que a maioria dos clientes locais não tem. Com poucas conversões por mês, a diferença que aparece é ruído.
O que rende muito mais, e custa uma tarde: mostrar a página para três pessoas parecidas com o público e observar em silêncio.
Como fazer
- Peça para a pessoa narrar em voz alta o que está pensando enquanto navega.
- Não explique nada. Não defenda. Só observe onde ela hesita, volta ou franze a testa.
- Duas perguntas ao final: "o que essa empresa faz?" e "o que você faria se quisesse contratar?".
- Anote onde ela travou — não o que ela sugeriu. Sugestão de leigo sobre design costuma ser ruim; observação de onde ela travou é ouro.
Teste A/B passa a fazer sentido quando o volume é alto o suficiente para a diferença ser visível — o que, em serviço local, costuma significar tráfego pago constante. Aí o que vale testar, em ordem: o título da hero, o texto do botão e o número de campos.
A revisão de trinta dias
NovoEntregar e sumir é desperdício — para o cliente e para você. Um retorno combinado depois de um mês custa pouco e rende muito.
- Quantos contatos chegaram? O que eles perguntaram?
- Alguma dúvida se repetiu? Dúvida repetida é objeção que a página não respondeu — e vira seção nova ou item de FAQ.
- Algum contato veio completamente fora do perfil? A página está atraindo errado, ou falta um filtro.
- Os
[PREENCHER]foram resolvidos? Fotos reais entraram no lugar das provisórias? - Apareceu depoimento real que agora pode entrar?
O projeto do começo ao fim
A sequência completa, da primeira conversa à publicação — e o que conferir antes de mandar o link para o cliente.
As sete etapas
Novo1. DESCOBERTA conversa guiada; anotar as palavras dele
saída: oferta, público, canal, temperatura
2. OBJEÇÕES listar 3 a 5 reais, da memória dele
saída: mapa objeção → seção
3. ARQUITETURA ordem das seções, justificada uma a uma
saída: documento de estrutura, aprovado
antes de qualquer código
4. COPY rascunho de todo o texto, com [PREENCHER]
onde falta informação
saída: copy aprovada pelo cliente
5. ASSETS cobrar fotos, logo, número, CNPJ
saída: checklist de pendências
6. CONSTRUÇÃO sistema visual + hero, depois seção
por seção
saída: arquivo único
7. REVISÃO técnica, de conteúdo e de consistência
saída: link publicadoAs etapas 4 e 5 andam juntas e são as que mais atrasam projeto, porque dependem do cliente. Deixe explícito desde o começo que o prazo começa a contar quando o material chega.
Checklist antes de publicar
Novo[ ] Cada seção responde a uma objeção que dá pra escrever
[ ] Uma única ação principal, repetida ao longo da página
[ ] A hero passa no teste dos cinco segundos
[ ] Nenhum dado, número ou depoimento inventado
[ ] Todo [PREENCHER] resolvido ou listado como pendência
[ ] Restrição do conselho da categoria verificada, se houver[ ] Testado em 390px, sem estouro horizontal
[ ] Contraste do texto principal conferido
[ ] Toda imagem com alt; fotos redimensionadas e em WebP
[ ] title, description e og:image preenchidos
[ ] Link do WhatsApp abre com a mensagem certa
[ ] Página funciona com JavaScript desligado
[ ] prefers-reduced-motion respeitado
[ ] Nenhuma chave, token ou senha no código
[ ] Ctrl+U: nada no fonte que não possa ser público[ ] Quem responde o WhatsApp, e em quanto tempo
[ ] Mensagem automática fora do horário
[ ] Onde os contatos vão ser anotados
[ ] Conta de hospedagem e domínio no nome dele
[ ] Quantas rodadas de ajuste estão incluídas
[ ] Retorno marcado para daqui a trinta diasO que entregar além do link
NovoEntregar só a URL subestima o próprio trabalho. O que acompanha a entrega muda a percepção de valor — e reduz o suporte depois.
- O arquivo. Ele é dono do que pagou. Mandar o HTML evita a sensação de dependência.
- A lista de pendências. O que ainda está como
[PREENCHER]e o que trocar quando chegar material real. - Como pedir alteração. Por onde falar, o que está incluso, o que é cobrado à parte.
- O que foi decidido e por quê. Meia página explicando as escolhas principais — por que uma ação só, por que o preço aparece, por que não tem seção de depoimentos ainda. Isso transforma o trabalho de "fez um site" em "resolveu um problema", e é o que sustenta seu preço na próxima negociação.